segunda-feira, 26 de novembro de 2018

ADVERTÊNCIA

Não escapará aos que leiam este livro que seu conteúdo faz parte de um plano concebido pela sabedoria logosófica para que o ser humano penetre triunfalmente nos arcanos de sua existência e descubra a verdade, incontroversa e inobjetável, de tudo quanto lhe interessa conhecer sobre si mesmo e sobre o mundo metafísico. É sabido que não há pior inimigo da liberdade de pensar que as próprias limitações, e limitações são, em particular, os preconceitos e o temor provenientes de idéias inculcadas, que impedem o livre raciocínio e sufocam todo impulso do sentir, ansioso sempre de maior amplitude para os nobres reclamos do coração. Felizmente, são muitas as pessoas dispostas a exercer o direito inalienável de ser donas e senhoras de sua vontade, de sua inteligência e de sua sensibilidade.
poucas palavras, capazes de dispor de sua vida e de mantero próprio destino sob a dependência única e exclusiva de si mesmas. O ESPÍRITO, como todos os livros logosóficos, deve ser lido com a disposição de encontrar, em meditadas leituras, conhecimentos que ampliem e enriqueçam a vida. E isso deverá cumprir-se com clara noção da importância de que se reveste tal indicação. Finalmente, destacamos que os vocábulos de fundo, utilizados neste livro, representam conteúdos logosóficos que diferem dos que estão em uso. Sugerimos, pois, buscar em nossa bibliografia a acepção que lhes atribuímos; por exemplo, ao mencionarmos o termo “consciente”, dever-se-á entender que nos referimos ao estado de plenitude que infunde um novo e vibrante fulgor na vida. Comumente se pensa e se atua em virtude de um rápido processo mental que se verifica nas imediações da consciência. Todavia, ninguém poderia dizer que é consciente em todos os instantes de sua vida, e de modo especial quando se trata de sua evolução e destino. A Logosofia expressa que a consciência é a essência viva dos conhecimentos que a integram, o que dá idéia de que, quanto mais conhecimentos assimila, maior é a ati
tude consciente do indivíduo. Mas isso não chega nunca a motivar o funcionamento pleno da consciência, o que é possível quando esta se nutre com conhecimentos que custodiam o processo de evolução consciente, o qual, realizado sob o controle da auto-observação, nos adverte sobre a diferença que existe entre o conteúdo comum do vocábulo “consciente” e o logosófico. O homem deve ser consciente das mudanças favoráveis experimentadas dia após dia por seu próprio conteúdo moral, psicológico e espiritual, bem como do aumento de sua capacidade consciente para compreender que pode ampliar indefinidamente sua vida.


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